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Ensina RTP

O Ensina RTP é uma plataforma digital que visa "oferecer conteúdos que contribuam para o conhecimento e ajudar os alunos do ensino básico ao secundário a complementar os seus currículos lectivos", por meio da disponibilização de "conteúdos audiovisuais adequados aos programas do ensino".

Esta é a lista de reportagens e documentários sobre o retorno selecionados pelo Ensina RTP, em ordem cronológica.

2004

Saudades de Angola

"Saudades de Angola"

"Carlos Seixas construiu uma vida confortável e uma empresa pujante em Angola, mas com o processo de descolonização perdeu tudo, sendo obrigado a reconstruir a vida em Portugal.

Em Angola teve as filhas, e erigiu uma quinta que produzia chá, café, algodão e onde pastavam milhares de ovelhas, resultado de um trabalho que começara no final do século XIX por iniciativa do pai.

Os acontecimentos de abril de 1974 mudaram-lhe completamente a vida. Apesar de não ter dúvidas de que após a revolução seria impossível não fazer a descolonização, Carlos Seixas critica a forma como o processo foi conduzido.

Em Ferreira do Zêzere, reconstruiu a vida e fundou uma empresa de doces, mas Angola e as perdas que teve nunca foram esquecidas."

Título: Como um retornado encara o 25 de Abril de 1974

Tipologia: Reportagem

Autoria: Rosa Veloso/ Rui Capitão/ Luís Vilar.

Produção: RTP
Ano: 2004



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De Moçambique a Portugal

2005

"De Moçambique a Portugal numa traineira"

"Durante o processo de independência de Angola e Moçambique, vários portugueses abandonaram aquelas ex-colónias a bordo de embarcações que rumaram a Portugal. O Mar Azul foi um desses navios e foi também o que maior distância percorreu.

António Vala Coelho e Julião Rosa são dois portugueses que em 1975 tripularam a traineira “Mar Azul” desde a Beira, em Moçambique, até Portimão, no Algarve, naquela que foi a mais longa viagem de barco feita por embarcações em fuga das ex-colónias portuguesas.

Foram várias dezenas de barcos que fizeram a viagem, algumas em condições bastante complicadas. Todos tinham por objectivo escapar à instabilidade instalada e, em simultâneo, salvar alguns dos seus bens.

Não há certezas sobre o número de navios que participaram nesta fuga ou de quantos poderão ter desaparecido durante a viagem."

Tipologia: Reportagem

Produção: RTP África

Ano: 2005

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2005

“A casa dos retornados”

"Eduarda Ribeiro foi uma entre milhares de portugueses obrigados a regressar a Portugal durante ou após o período da independência das ex-colónias, em 1975. Nesta reportagem conta a sua história pessoal, que é a história de muitos outros “retornados”.

Esta portuguesa chegou a Portugal num avião da TAP, durante a ponte aérea estabelecida pelo governo português para trazer de volta os portugueses que residiam nas ex-colónias. Veio com a mãe e a filha e na bagagem trazia pouco mais do que a roupa da criança.

Nesta reportagem conta como chegou a Lisboa e o que viu quando desembarcou no Aeroporto da Portela, uma estrutura que recebia, diariamente, cerca de quatro mil pessoas oriundas das ex-colónias.

Para dar apoio aos milhares de pessoas que naquele período chegaram a Portugal, e que ficaram conhecidos como “retornados”, o Governo criou mesmo o Instituto de Apoio ao Retorno dos Nacionais (IARN), uma entidade a que Eduarda Ribeiro nunca recorreu."

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Tipologia: Reportagem

Produção: RTP

Ano: 2005

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A casa dos retornados
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Retratos de quem voltou

2008

"Retratos de quem voltou das ex-colónias"

"António Lagrifa foi um empresário de sucesso em Angola, mas com a independência perdeu tudo. Em Portugal tinha apenas um apartamento e foi dali que teve de reconstruir a sua vida.

Deu aulas de inglês e vendeu livros porta-a-porta, quando regressou. Foi uma segunda vida depois de ter sido um empresário de sucesso em Angola nos anos 60, altura em que foi proprietário de uma empresa ligada à papelaria, livraria e tipografia.

Com a independência daquela colónia africana, António Lagrifa perdeu toda a sua fortuna. Em Portugal tinha apenas um apartamento que lhe serviu de refúgio e ponto de partida para reconstruir a vida. Para sobreviver fez tudo e, mesmo após a reforma, continuou a trabalhar.

Apesar de todas as contrariedades não se queixa da vida e continua a ser um otimista."

Tipologia: Reportagem

Produção: RTP

Ano: 2008

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2008

“António latira, olhar a vida de forma positiva”

"Foram pelo menos meio milhão os portugueses que regressaram das ex-colónias na sequência do processo de descolonização. A maioria veio de Angola e, de um modo geral, tinham qualificações superiores aos que residiam em Portugal.

O regresso dos chamados retornados a Portugal foi um dos movimentos de maior amplitude social que se registou na Europa da segunda metade do século XX.

Apesar dos sistemas de apoio implementados pelo governo, a integração de muitas destas pessoas ficou mais a dever-se à resiliência e ao apoio de familiares residentes no país do que aos programas de suporte implantados na época. Mesmo assim, consideram os especialistas, de um modo geral, os resultados foram positivos.

Cerca de sessenta por cento dos que entraram em Portugal durante aquele período vieram de Angola, enquanto 35 por cento eram originários de Moçambique. Das restantes colónias serão pouco mais de 22 mil os que entraram no país."

Tipologia: Reportagem

Produção: RTP

Ano: 2008

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António Latira
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Quem eram os retornados?

2011

“Quem eram os Retornados?”

"Foram cerca de 600 mil os portugueses que regressaram a Portugal, após a revolução de 1974, na sequência do processo de descolonização. Ficaram conhecidos como os “retornados”, mas muitos haviam nascido fora do país e não tinham para onde "regressar".

Esta população vai enfrentar sérias dificuldades após a chegada, tendo dificuldade em encontrar trabalho, sujeitando-se também a diversos tipos de discriminação.

Apesar destes obstáculos foi possível uma integração sem grandes problemas sociais. Estudos recentes mostram que a maioria se fixou junto do litoral, nas zonas de Lisboa, Porto e Setúbal e, também que, de um modo geral, esta população apresentava índices mais elevados de escolaridade que o resto do país.

Por contar está ainda a história de muitas pessoas que tentavam regressar e desapareceram durante o percurso, não sendo fácil, ainda hoje, saber quem e quantos eram e qual o seu destino."

Título: Retornar

Tipologia: Reportagem

Autoria: Luís Caetano

Produção: RTP

Ano: 2011

 

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A descolonização

2012

“A descolonização, prioridade do MFA”

"Uma das prioridades do Movimento das Forças Armadas foi a independência das antigas colónias portuguesas em África. Constituiu uma das mais importantes consequências do 25 de Abril, e daquelas que mais impacto provocaram na sociedade portuguesa da época.

Com maior ou menor vigor, os territórios africanos colonizados por Portugal há muito que lutavam pela independência, o que aliás justificou as operações militares ali realizadas.  Nos anos 50 e 60, vários foram os países europeus que permitiram tal intento, casos da França, Espanha e Itália, não só no continente africano como noutras áreas geográficas.

A pressão internacional para que isto acontecesse assumiu diversas formas, uma das quais foi a Conferência de Bandung (Indonésia, 1955), na qual 29 países, africanos e asiáticos, discutiram a possibilidade de criar uma força política internacional com base no Terceiro Mundo, e como oposição aos blocos norte-americano e soviético. Também nas Nações Unidas a postura portuguesa foi alvo de críticas, tendo a organização criado, em 1961, um Comité de Descolonização que visava forçar Salazar a aceitar esta alteração.

A independência das colónias portuguesas em África iniciou-se em 1973, com uma declaração unilateral por parte da Guiné-Bissau, tendo os restantes territórios esperado por 1975 para se formarem como novos países – incluindo-se aqui Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

O  “Dicionário de Abril” é uma série de pequenos programas dedicados ao 25 de abril de 1974 e ao período de instauração do regime democrático em Portugal, produzidos a partir de imagens de arquivo."

Título: Dicionário de Abril - Letra D

Tipologia: Programa

Autoria: António Reis/ Maria Inácia Rezola/ Paula Borges

Produção: Braveant/ RTP

Ano: 2012

 

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2012

“Retornados após o fim do Império”

"O fim do império português fez regressar a Portugal milhares de pessoas, sendo constituídos núcleos de apoio aos desalojados que eram provenientes das antigas colónias. O IARN, criado mais tarde, centralizou todos os apoios, desde empréstimos a roupa.

A revolução e a independência das colónias africanas levaram a um afluxo significativo de cidadãos nacionais ao continente e aos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Em dois anos (1974/76), o número de regressados equivaleu a mais de cinco por cento da população residente, o que obrigou a algumas tarefas complexas que incluiam encontrar habitação, emprego e integrar pessoas que, por vezes, nem sequer conheciam a capital.

O  Grupo de Apoio aos Desalojados do Ultramar (GADU) foi a primeira entidade criada para prestar este auxílio, sendo substituído, face à sua incapacidade de resposta perante um afluxo contínuo de milhares de pessoas, pelo Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais (IARN). Este instituto centralizava todos os apoios aos retornados, quer do ponto de vista administrativo quer do ponto de vista logístico. Eram múltiplas e variadas as necessidades de quem chegava – muitos não possuíam aqui família e tinham perdido boa parte dos seus bens.

“Dicionário de Abril” é uma série de pequenos programas dedicados ao 25 de Abril de 1974 e ao período de instauração do regime democrático em Portugal, produzidos a partir de imagens de arquivo."

Título: Dicionário de Abril - Letra I

Tipologia: Programa

Autoria: António Reis/ Maria Inácia Rezola/ Paula Borges

Produção: Braveant/ RTP

Ano: 2012

 

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Retornados após o fim do império
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2014

“Livros e leituras antes e depois da Revolução de Abril”

"Durante a ditadura, a leitura era enaltecida na televisão, mas foram muitos os escritores que viram os seus livros proibidos. Hoje não há censura mas, garantem as estatísticas, lê-se cada vez menos.

Almeida Faria e Bruno Amaral Vieira são escritores de gerações diferentes e experiências de vida diferentes, que aqui fazem retratos do país onde vivem.

O primeiro sofreu com as imposições da censura que o tornaram um escritor proscrito mal chegou aos 20 anos de idade, altura em que já tinha recebido o prémio revelação da Sociedade Portuguesa de Autores.

O Estado Novo não via com agrado as suas inclinações políticas retratadas nas descrições que fazia do Alentejo onde cresceu.  Nas páginas das suas obras assistia-se ao choque entre patrões e empregados e aos disparos da GNR sobre multidões de desempregados que protestavam pedindo uma vida melhor.

Bruno Amaral Vieira, por seu lado, é filho de um retornado e cresceu num bairro social de Lisboa. A sua escrita circula livremente e retrata a realidade labiríntico de várias zonas da capital portuguesa.

O mundo é o bairro onde cresceu e onde vivem os desempregados que a crise mais recente deixou e os esquecidos do fim do império."

Título: E depois de Abril: Literatura

Tipologia: Reportagem

Autoria: Teresa Nicolau

Produção: RTP

Ano: 2014

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Livros e leituras
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2015

“A ponte aérea entre Luanda e Lisboa”

"Em 1975, a TAP viveu 84 dias de exceção, realizando centenas de voos que trouxeram de Angola para Portugal cerca de 300 mil pessoas. Eram portugueses obrigados a abandonar um território que estava a caminhar para a independência.

Foram centenas de milhares os portugueses que abandonaram tudo e fizeram o caminho para a metrópole através dos aviões da companhia área nacional. Tratou-se de uma operação em larga de escala, que ficou conhecida como a “Ponte Aérea” entre Luanda e Lisboa.

Ficaram conhecidos por retornados, mas muitas famílias não tinham nada a que retornar, pois viviam há diversas gerações nas colónias portuguesas.

Quarenta anos depois, a RTP foi à procura dos protagonistas deste episódio que marcou a história da companhia e do país. Para a memória ficam muitas histórias que, ainda hoje, não foram esquecidas.

A reportagem conta com declarações de Joaquim Baltazar e de Mabília Baptista, passageiros da TAP em 1975 e retornados; de Gonçalves Ribeiro, tenente general e coordenador da ponte aérea Lisboa-Luanda; de Rita Araújo Pereira e de Ana Godinho, ex-assistentes de bordo da TAP."

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Tipologia: Reportagem

Autoria: Sérgio Vicente

Produção: RTP

Ano: 2015

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A ponte aérea
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O retorno de África

2018

“O retorno de África”

"Entre 1974 e 1976, os portugueses que regressaram de África protagonizaram um dos maiores movimentos migratórios da Europa do pós Segunda Guerra Mundial. Apesar das marcas profundas que provocou nos que foram obrigados a voltar à metrópole, o processo de reintegração é considerado um caso de sucesso e foi um passo fundamental da jovem democracia portuguesa.

Estima-se entre meio milhão e 700 mil os portugueses que, após a revolução de abril de 74, se viram na contingência de deixar África. As colónias conquistavam a sua independência, numa passagem de poder político diretamente do Estado português para as mãos dos movimentos de libertação nacional. Perante a iminência da guerra civil em Angola e revoltados com os acordos de Lusaka, em Moçambique, os portugueses encontravam-se numa situação de insegurança e ausência de opções.

Para a memória ficam as imagens de vidas encaixotadas em cargueiros e também as da ponte área que, entre junho e novembro de 1975, se saldou em 905 voos de Luanda para Lisboa. Para quem retornava às origens era profunda a estranheza perante um Portugal que encontraram fechado e tacanho. O regresso foi também de grande resistência por parte de quem os recebia. Olhava-se os que voltavam com a desconfiança sobre os “privilegiados” que vinham “roubar” empregos e associava-se esta faixa da população às políticas de direita.

Mas à distância que a história permite a análise, este é um processo considerado de sucesso, já que as políticas de apoio aos retornados revelaram uma estratégia de integração sustentada e não de mero assistencialismo. Com os que voltaram, o envelhecimento populacional conheceu um retrocesso, a sociedade tornou-se mais tolerante a novas etnias e religiões e o país abriu-se a novos hábitos. O retorno dos antigos colonos conduziu também ao aumento do emprego de qualidade e dinamizou o mercado empresarial."

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Título: História a História África - O Retorno, episódio 13

Tipologia: Documentário

Autoria: Fernando Rosas

Produção: RTP / Garden Films

Ano: 2018

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